Respondi ao explorador de cenários da Anthropic e caí no cenário extremo. O número que me surpreendeu foi o salário dos trabalhadores de conhecimento: +21,4% no meu resultado, quando o extremo da própria Anthropic dá -11,5% 🫠
As minhas cinco respostas:
→ Capacidade 70 de 100 até 2030: os agentes já constroem e mantêm software, o resto do trabalho de conhecimento é mais fácil do que isso.
→ Adoção 50 de 100: a adoção fica atrás da capacidade por causa de custo, permissão, setup e hábito.
→ Autonomia 75%: a maior parte das tarefas com IA corre sem ninguém a olhar.
→ Produtividade 10x por hora nas tarefas onde a IA entra. O resto do trabalho fica na mesma.
→ Reemprego 9 meses: mudar de ocupação é lento, um engenheiro de software não se torna enfermeiro de um dia para o outro (a frase é do próprio paper).
Resultado: economia 31,7% maior em 2030 do que sem IA, crescimento anual a chegar aos 16,2%, desemprego total 7,3% (9,5% no trabalho de conhecimento), salários 31,6% acima do caminho sem IA. O extremo da Anthropic dá praticamente o mesmo PIB, +32,4%, com 17,9% de desemprego no conhecimento e salários a cair 11,5%.
O extremo da Anthropic chega lá por automação: capacidade 80, adoção 60, 90% de autonomia, 2,2x de produtividade. O meu chega lá por produtividade: 10x nas tarefas com IA, metade da adoção, 75% de autonomia. No modelo, ganhos de produtividade em tarefas aumentadas sobem o salário de quem as faz. A automação passa esse salário para o capital.
O custo que fica: 6,8% dos trabalhadores de conhecimento deslocados até 2030, com 9 meses para encontrar trabalho. Corre o teu e diz-me onde caíste.